Como reduzir os danos da chapinha

Nos tempos dos faraós, fios crespos eram domados com banha de porco, sebo e óleo de peixe; no século 19, toalhas molhadas em água fervente e barras de ferro aquecidas no carvão introduziram a ação do calor no ritual de beleza.

De lá para cá, muita coisa mudou, e a chapinha vem reinando absoluta como best friend do look perfeito. E com algumas dicas, é possível aproveitar a tecnologia minimizando os danos aos cabelos.

Será que existe uma temperatura ideal da prancha? E posso usá-la no cabelo tingido? Estas e outras dúvidas você vai esclarecer nos próximos parágrafos.

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Para começar, uma pergunta que não poderia faltar: afinal, a chapinha faz mal ao cabelo? Há um consenso de que usando o produto ideal para proteger os fios do calor e não exagerando na temperatura (não deve passar de 190 graus), a resposta é não!

Sobre os cabelos coloridos, sim, eles podem ser alisados com a prancha, mas, neste caso, a temperatura máxima deve ser 140 graus, para não desbotar os fios; já para as madeixas mais finas, o recomendado é, no máximo, 150 graus.

Chapinha: saiba como usar o aparelho corretamente

Uma maneira de reduzir os danos é usar um leave-in termoativado, com queratina ou silicone antes de passar a prancha; e hidratantes à base de óleo depois, para repor a água perdida.

Ao levar o calor diretamente aos fios, a prancha deve ser usada com bastante atenção, para evitar que eles fiquem ressecados ou, em casos extremos, quebrados e até queimados.

Usando o equipamento do jeito certo, é possível recorrer a ele todos os dias. No entanto, a chapinha não é indicada para pessoas com menos de 14 anos de idade – que não podem receber químicas ou aparelhos “agressivos”.

Cuidado com as queimaduras

Outro detalhe importante: para evitar queimaduras, o ideal é manter a distância mínima de 3 centímetros da prancha em relação ao couro cabeludo. E não usar o aparelho em cabelos molhados, pois eles poderão cozinhar. Faça escova antes de passar a chapinha.

E sabe aqueles fios grossos que permanecem espigados após receberem a prancha? Eles ficam assim porque possuem muita queratina e, com o calor intenso, acabam ganhando aspecto duro e sem movimento.

Mas tem jeito! Basta aplicar um produto termoativado feito com silicone. A substância vai ajudar a criar uma espécie de película protetora, devolvendo o brilho e a maleabilidade aos cabelos mais rebeldes.

Íons? Cerâmica? Metal? Como escolher a melhor chapinha?

São tantas opções de pranchas disponíveis no mercado, não é mesmo? O lado bom é que a variedade de tipos e preços facilita o acesso ao aparelhinho “milagroso”. Porém, qual será a mais indicada para destacar a beleza e diminuir os prejuízos aos cabelos?

A chapinha de cerâmica, por exemplo, mantém a temperatura estável. Por essa razão, não precisa ser passada muitas vezes no mesmo lugar.

A prancha de íons, por sua vez, acaba com o efeito arrepiado, fecha as cutículas dos fios, deixando-os mais brilhantes e macios.

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Usando o equipamento do jeito certo, é possível recorrer a ele todos os dias.

Já a de metal (sem aquele botão que regula o calor, o termostato), oferece mais riscos, pois é capaz de chegar a temperaturas altíssimas. Por isso, é necessário aquele turn on/turn off da tomada de vez em quando, para não torrar as madeixas.

Quanto à largura dos equipamentos, os estreitos são ideais para cabelos médios ou curtos; enquanto as pranchas largas são recomendadas para os fios longos.

Se você sentir um cheiro de cabelo queimado na hora em que estiver com a prancha a todo vapor ou perceber que o seu cabelo está áspero, ressecado e com pontas duplas, diminua o uso de secador e chapinha por um tempo. E faça hidratações semanais até recuperar a saúde dos fios.

Com o artigo de hoje, você tem informação de sobra para usar a chapinha com mais segurança e aproveitar os benefícios dela nos cabelos e, é claro, na autoestima.

Até as próximas dicas!

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