Celulite Infecciosa: Como ela surge, seus sintomas e tratamento

Celulite infecciosa

A celulite infecciosa é um tipo de doença que causa forte inflamação, muita dor e inchaço nas camadas mais profundas da pele. E, se não forem tomadas as devidas providências a tempo, pode matar.

A incidência dessa enfermidade é de 10 a 100 casos a cada 100.000 habitantes por ano, sendo que os números incluem também a erisipela, que é muito parecida com a celulite por infecção.

A celulite infecciosa atinge homens e mulheres, especialmente entre 50 e 60 anos de idade.

Também conhecida como celulite bacteriana, ela é provocada pela entrada de micro-organismo no nosso corpo, mais precisamente uma bactéria, como o nome da doença já indica.

Geralmente, é o Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes que penetra através de uma ferida. A porta de entrada pode ser uma queimadura, acne, picada de inseto ou ferida, entre outras.

Além disso, males preexistentes (assaduras, traumas, micoses, infecções nos ossos, linfedema, poliomielite, feridas operatórias, assaduras e alterações vasculares) também podem servir de abertura para a infecção.

A frequência da celulite infecciosa pode aumentar devido fatores de risco como diabetes, tratamento com corticoide, quimioterapia e câncer.

Muitas vezes, a celulite infecciosa é diagnosticada como erisipela ou fogo de Santo Antônio.

É uma enfermidade mais comum nas pernas, mas é capaz de afetar o rosto. Não é contagiosa. No entanto, o micro-organismo pode penetrar no local e causar celulite infecciosa se houver um ferimento ou doença como dermatite, por exemplo.

As consequências da celulite infecciosa podem ser graves, ao contrário da popular celulite (fibroedema gelóide) que deixa a pele – principalmente feminina – com aspecto de casca de laranja.

Há risco de septicemia, ou seja, infecção generalizada, e óbito em decorrência da condição causada pelo Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes.

Mesmo quando o agravamento do quadro não leva à infecção generalizada, a ausência de diagnóstico e tratamento adequados é capaz de fazer a celulite infecciosa progredir causando um abscesso e completa destruição da região atingida.

Na presença de uma trombose profunda, o quadro tem chance de evoluir para disseminação bacteriana e morte – em frequência vai de 0,5 a 20% dos casos. É importante destacar que muitos dos óbitos acontecem por falta de informação ou desvalorização do processo de desenvolvimento da doença.

Buscar ajuda médica o mais rápido possível é essencial para minimizar o risco de o organismo não responder bem aos antibióticos ou, na pior das hipóteses, ter a septicemia.

Sintomas e tratamento da celulite infecciosa

Os sintomas mais frequentes são: febre, dor de cabeça, calafrios, dor local, inchaço na área afetada, inflamação nas ínguas que ficam perto da região atingida pela celulite infecciosa e pele avermelhada. Mas podem surgir ainda: náuseas, mal-estar geral e vômito.

Se eles permanecerem por mais de 24h, é vital procurar o pronto-socorro mais próximo para que sejam tomadas as primeiras providências, sendo a principal delas evitar que a bactéria entre na corrente sanguínea.

O tratamento da celulite infeciosa normalmente é orientado por um dermatologista, que prescreve antibióticos como a Penicilina para combater o problema. Também são recomendados medicamentos para baixar a febre e aliviar a dor.

Além disso, é preciso repousar bastante durante o tratamento, deixando o membro afetado pela celulite infecciosa sempre elevado.

A celulite infecciosa pode se espalhar rapidamente. A pele atingida fica vermelha, inchada e até quente, sensível e com bolhas. Pus também pode aparecer. Consulte sempre um médico para receber orientação adequada.

Importante: os sintomas descritos aqui têm caráter informativo, e são levantados a partir dos aspectos gerais – já conhecidos pela ciência – dos problemas. Apresentar um ou mais destes sinais não significa, necessariamente, que um indivíduo esteja com celulite infecciosa. E somente um médico pode dar diagnósticos e prescrever tratamentos.

Cuide-se! Até a próxima!

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